| CUBISMO |
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Cézanne é o precursor, do Cubismo, para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros, entre os principais pintores do Cubismo estão; Pablo Picasso (1881-1973), Georges Braque (1882-1963), Fernand Léger (1881-1955).
Os
objetos são representados com todas as suas partes num mesmo plano,
como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no
plano frontal em relação ao espectador sem o compromisso da fidelidade
com a aparência real das coisas, o abandono da ilusão da perspectiva,
tão perseguidos pelos pintores renascentistas. O Cubismo evoluiu em duas grandes tendências: 1) Cubismo analítico; desenvolvido por Picasso e Braque, entre 1908 e 1911. Esses artistas trabalharam com poucas cores, o mais importante era definir um tema e apresentá-lo de todos os lados simultaneamente, chegando a uma fragmentação tão grande dos seres, que tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas (foto 13).
2) Cubismo sintético; Essa tendência procurou tornar as figuras
novamente reconhecíveis, reagindo à excessiva fragmentação dos
objetos e à destruição de sua estrutura, mas, apesar de uma certa
recuperação da imagem real dos objetos, não significou o retorno a um
tratamento realista do tema, a característica de representar os objetos
numa visão total foi mantida, como no quadro Casas do Estaque, de
Braque (foto 14). O Cubismo sintético foi chamado também de Colagem porque introduziu letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artista de criar novos efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.
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