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O romantismo foi um movimento artístico ocorrido na Europa por volta
de 1800, na literatura e filosofia, para depois alcançar as artes plásticas.
Diante do racionalismo anterior à revolução, ele propunha a elevação
dos sentimentos acima do pensamento. Curiosamente, não se pode falar de
uma estética tipicamente romântica, visto que
nenhum dos artistas se afastou
completamente do academicismo, mas sim de uma homogeneidade conceitual
pela temática das obras.
A iconografia romântica caracterizou-se por sua estreita relação com
a literatura e a poesia, especialmente com as lendas
heróicas medievais e dramas amorosos, assim como com as histórias
recolhidas
em países exóticos, metaforizando temas
políticos ou filosóficos da época e
ressaltando o espírito nacional. Não se
pode esquecer que o romantismo
revalorizou os conceitos de pátria e
república. Papel especial
desempenharam a morte heróica na
guerra e o suicídio por amor.
A arquitetura e a escultura românticas se caracterizaram por sua
linguagem
nostálgica e pela pouca originalidade.
Quando não se mesclaram estilos históricos
obtendo-se obras bem mais ecléticas, reproduziram-se fielmente castelos
e igrejas
medievais, estilo que foi chamado de
neogótico. Na escultura, imitando a linguagem pictórica, produziram-se
figuras
de uma dramaticidade e energia
comparáveis apenas às presentes nas telas
de Delacroix, embora também dentro de um
forte academicismo.
A pintura foi a disciplina mais representativa do romantismo. Foi ela o
veículo que consolidaria definitivamente o ideal de uma época.
As cores se libertaram e fortaleceram, dando a impressão, às vezes, de
serem mais importantes que o próprio conteúdo da obra. A paisagem
passou
a desempenhar o papel principal, não
mais como cenário da composição,
mas em estreita relação com os
personagens das obras e como seu
meio de expressão, fortemente representada nas obras de William Turner
(1775-1851) e John Constable (1776-1837).
Na
França e na Espanha, o
romantismo produziu uma pintura de
grande força narrativa e de um ousado
cromatismo, ao mesmo tempo dramático
e tenebroso. É o caso dos quadros das
matanças de Delacroix - "Os massacres de Quios-1824"(foto 27)
ou do "O Colosso-1808/12"(foto 28) de
Goya, que antecipou, de certa forma, a
pincelada truncada do impressionismo.
foto
27
foto 28
Paralelamente
ao romantismo surgiu o
realismo social. Este movimento nasceu
na França, após as revoltas de 1848 e
como resposta à estética novelesca e
fictícia do romantismo. A vida dos
trabalhadores no campo, nas minas, ou
seja, das classes menos privilegiadas, foi
por antonomásia* o tema dessa pintura,
que tinha como finalidade a
conscientização da sociedade e que,
logicamente, foi recusada pela alta
burguesia. Seus representantes máximos
foram Courbet, Daumier e Millet.
Um parágrafo à parte merecem nesse
período da arte os avanços nos métodos
de reprodução de obras pictóricas: a
litografia (melhorada) e a xilografia
(novidade). Além de serem usados para
reproduzir originais de Delacroix, Fuseli
ou Gericault, esses métodos também se
desenvolveram como disciplinas artísticas.
* ANTONOMÁSIA - Substituição do nome de um ser pelo de uma qualidade
marcante que lhe corresponde.
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